ORELHA DO ANO
Sexta-feira, Dezembro 11, 2009
a vida
a vida from Peter Schmeichael on Vimeo.
O Ramiro foi segundo o próprio, um dos melhores provadores de cidra das margens do Reno, mas quando chegou a Portugal, morria de saudades de um simples copo de tinto. A cerveja importada era boa, dizia ele.
- Mas se bebes muita, ficas com a boca a saber a flores. É como os pinhões, se comes muitos, ficas com a boca a saber a resina.
Diz a lenda que começou por trabalhar numa bomba de gasolina em Andorra a 2500 metros de altura, não se deu bem com o ar puro (ao que parece causava-lhe falta de ar), e foi para porteiro num hotel de luxo em Zurique, que fez amor com muitas mulheres casadas e milionárias e, graças a isso, arranjou um biscate na Federação Internacional de Atletismo o que fez com que chegasse, segundo o próprio, a tocar o sino de aviso da última volta numa prova dos 10 mil metros, nuns campeonatos mundiais no final dos anos 70
Parou no tempo, numa época que já não era a dele, completamente deslocado, a fazer lembrar os pais de alguém, quando perguntam com toda a naturalidade porque é que vai a um concerto, tendo o disco para ouvir em casa. As pessoas nem sempre o conseguiam aturar, mas se ele não aparecia durante algum tempo, todos perguntavam:
- Onde pára o Ramiro?
Um dia foram dar com ele a chorar em frente ao obituário instalado à entrada de uma praça. A novidade ali residia na choradeira, pois o Ramiro tinha o hábito de escrever com um baton (sabe-se lá arranjado onde) e para a indignação dos locais, “BOA VIAGEM” na superfície de vidro que protegia os pedaços de papel da funerária que anunciavam o óbito de alguém. Mas daquela vez o caso parecia muito sério:
- O irmão do Ramiro morreu! O irmão do Ramiro morreu! Mataram - no!
- Quem é que matou? - Perguntavam curiosos.
Ele acreditava em conspirações, em que o tratamento para uma data de cancros já tinham sido descobertos há mais de 20 anos, mas o lucro da indústria farmacêutica impedia que as pessoas tivessem acesso à cura.
- Mas tu tens irmãos?
- Agora já não! Agora já não…
Etiquetas: é sexta-feira foge comigo
Quarta-feira, Dezembro 09, 2009
as visitas
As visitas from rleiria on Vimeo.
As visitas entraram pela casa sem se fazerem anunciar. Era uma vivenda respeitável, burguesa, enorme, com um hall de entrada do tamanho de um T3 como aqueles que há no bairro de Marais cá em Paris.
A governanta estava de folga, um direito relativamente virgem naquela mansão, mesmo para a gerente das outras criadas que tinha educado os filhos dos senhores como se fossem os seus, e se calhar, um ou dois, a julgar pelo atrevimento dos seus olhos claros, até eram.
A modernice continuava com o jardineiro também ausente e com licença de paternidade, fruto dos encontros outrora furtivos com a florista mais próxima, entre girassóis, amores-perfeitos, malmequeres e carrinhos de mão, o que lhe custava de quando em vez umas rosas semi-murchas bem na entrada principal do casarão, e a devida reprimenda por parte da já citada governadora ou lá o que era.
Nem de propósito: o motorista tinha levado os carros à inspecção (apesar de ser fim de semana e de ninguém dar por isso) e os caseiros que viviam no anexo, já tinham morrido sem que ninguém desse por nada.
Era Sábado, Dia Internacional do Refugiado, num fim de tarde quente em Junho, na véspera de começar oficialmente o Verão, que é como quem diz – e assim é que está correcto – a poucas horas do solstício de Verão e da entrada do Sol no signo de Caranguejo.
O pai estava na biblioteca de tronco nu, na desbunda, a ler ficção americana, não tinha dado por isso, mas nem tinha sequer almoçado. A mãe, num clássico fora de moda, de rolos na cabeça e de robe, andava pela casa apressadamente, para a tinta do cabelo secar mais depressa devido à aparente corrente de ar provocada por ela.
A filha adolescente estava no quarto com os headphones metidos nas orelhas, a ouvir a banda de garagem do namorado e não deu por nada. Podiam derrubar paredes, matar a família inteira, que não daria por isso… bons headphones de marca alemã que isolavam tudo com o único inconveniente de fazerem suar os ouvidos com a sua esponja mole e confortável.
O pai lembrou-se de ir comer qualquer coisa, a mãe passava por ali a alta velocidade e a filha tinha decidido ir dar um mergulho na piscina.
Encontraram-se todos no hall de entrada.
As visitas já lá estavam.
O embaraço foi grande.
O riso nervoso da madame visitante não ajudou e ainda por cima falava mal por causa de uma trombose ocorrida há uns anos e agora, como se não bastasse, usava um aparelho nos dentes porque se lhe tinha deslocado um maxilar quando caiu na banheira.
O olhar do gentleman visitante para o interior do robe um pouco decotado da dona da casa caiu mal em toda a comitiva e a culpa foi do raio da criancinha de olhos claros que gosta de abrir a porta seja a quem for quando tocam à campainha.
Etiquetas: é sexta-feira foge comigo
Segunda-feira, Dezembro 07, 2009
cultura
"Tenho uma sala para literatura com 70 metros de comprimento. Percorro-a várias vezes por dia e sinto-me bem quando o faço. Cultura não é saber quando morreu Napoleão. Cultura significa saber como vou descobrir isso em dois minutos"UMBERTO ECO (Exclusivo i / Der Spiegel)
Quinta-feira, Dezembro 03, 2009
Tune-Yards - Real Live Flesh
A força da técnica contra a técnica da força. E se vêm por parte da 4AD, melhor ainda. Bom... muito bom!
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
Domingo, Novembro 22, 2009
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
António Sérgio - uma vida de amor pela música

Pf contacte via mail
Obrigada.
Ana Ferrão
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
o trabalho
O trabalho from rleiria on Vimeo.
No fim de uma entre muitas, eternas e tristes manhãs, o telefone tocou e ele atendeu com uma voz a tentar disfarçar a sonolência (fora apurando a técnica com o passar dos anos). Não podia dar parte de fraco, tinha de soar enérgico e pronto para a batalha:
- Estou sim? - disse ele com uma voz talvez um pouco alta demais para a ocasião.
- Bom dia senhor… Desidério? É assim que se pronuncia, não é?
- É, mas se for mais fácil pode chamar-me Dédier, que até é o meu nome original.
- Estou a ligar - lhe por causa da sua entrevista de emprego… - Explicaram do outro lado.
- Ah, claro, diga diga! - Disse ele a tentar manter uma voz limpa e energética de quem está acordado há horas.
- Infelizmente não foi seleccionado - Comunicou a senhora apressadamente.
- Está bem, obrigado - Concluiu ele, desta vez com uma rouquidão sincera de quem já não precisa e está - se nas tintas para disfarçar o quer que seja.
- Talvez para a próxima - Arriscou a senhora com um riso nervoso e notoriamente desejosa por desligar o telefone para se ver livre daquela situação incómoda.
A maneira como sorriu e se voltou para dormir naquele quarto acastanhado, minúsculo, de umas águas furtadas, denunciava a sua angústia.
Numa outra ocasião, mais atrás, quando acabou o secundário, foi a uma entrevista e fingiu ser um tagarela. Para alguém que era muito calado, aquilo tinha sido digno de se ver. Para o engodo, inspirou - se na mãe descompensada de uma amiga da altura, e lá foi para o escritório do stand falar pelos cotovelos, na tentativa vã de ser vendedor de automóveis.
«Infelizmente não foi seleccionado», disseram mais tarde por carta.
Em casa sempre o incentivaram a não ser tímido, a falar mais com as pessoas, a ir dançar, como se isso resolvesse alguma coisa. Não resolvia nada, do mesmo modo que uma mãe não resolve o problema do filho fazer barulho. È que ela própria faz ainda mais barulho ao mandá-lo calar.
É SEXTA-FEIRA FOGE COMIGO
Ao vivo no bar Cinema Paraíso, Leiria, 07/10/2009
para o jornal: Região de Leiria
texto e som: Pedro Miguel
voz: Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta)
câmara: Hugo Ferreira
assistência técnica: Tiago Carvalho
Edição vídeo: Manuel Leiria
Etiquetas: é sexta-feira foge comigo
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
FADE IN 2009 - Little Annie

Frank Zappa, em 1980, revelou numa entrevista à Songwritter Magazine, ter ficado boquiaberto com a performance ao vivo da então líder dos Annie And The Asexuals. De resto, nomes como Crass, Coil, Kid Congo Powers, Wolfgang Press, Current 93 ou Larsen são alguns dos que contaram com a sua colaboração.
Mas foi em 2006 que o mundo inteiro teve oportunidade de ouvir LITTLE ANNIE, quando a sua canção “Strange Love” ilustrou um comercial televisivo da Levis… Será pois esta senhora verdadeiramente multifacetada e iconográfica que se apresentará no Fade In 2009, acompanhada ao piano pelo não menos talentoso PAUL WALLFISCH, (dos Botanica) co-autor do último álbum de LITTLE ANNIE, “When Good Things Happens To Bad Pianos”.
O Fade In fará de novo história, ao trazer à cidade de Leiria a actual rainha do cabaret pós-moderno.
Sem reserva: €15,00
Com reserva: €12,50
Sócios Fade In: €10,00
Abertura de bilheteira_20h00
Início do espectáculo_22h00
ÚLTIMO ESPECTÁCULO DO FESTIVAL FADE IN 2009!!!
reservas@fadeinfestival.com / 96 231 25 47 / 96 205 14 22
Vídeos e todas as informações complementares em: www.myspace.com/fadeinfestival
Organização: Fade In - Associação de Acção Cultural
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Cinema Paraíso - 5º e último aniversário

Segunda-feira, Novembro 02, 2009
António Sérgio 1950 - 2009

foto: DN
O radialista António Sérgio foi um dos maiores divulgadores de música nova em Portugal, foi ele quem produziu o primeiro disco dos Xutos & Pontapés e remou contra a maré uma vida inteira. Começou em 1968 na Rádio Renascença, na década de 80 deu o salto grande para a Rádio Comercial onde se imortalizou com o mítico programa "Som da Frente", exercício de culto no éter da FM. Já na década de 90 mudou-se, compreensivelmente, para a emissora de cariz alternativo XFM, e quando a estação fechou portas em 97, regressou à Comercial para 10 anos de "A Hora do Lobo". Actualmente fazia o que mais gostava na rádio Radar, onde apresentava a rubrica "S.O.S. Radar" e "Viriato 21".
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
o quotidiano
Nas esplanadas debaixo ou fora dos arcos, conforme a escolha de cada um, a fauna era diversificada. Enquanto uns se lamentavam por naquele ano a empresa onde trabalhavam não lhes oferecer uma viagem exótica a uma qualquer morada frequentada pela banca à procura do melhor offshore, porque tinham acabado de despedir 50 pessoas e "era chato", outros, daquela espécie que passa a vida a queixar-se mas que "graças a Deus" iam, mais uma vez (como todos os anos) ao Brasil "com muito sacrifício", como faziam questão de reforçar. Outros ainda comentavam os assuntos das revistas à disposição no café, hermeticamente colocadas num suporte pregado à parede.
- Não há direito! - comentavam alguns convivas debruçados sobre o papel - Viram os outros que apareceram na televisão à porta a fazer greve, com a polícia a escorraça-los e um dos patrões a entrar tranquilamente de Jaguar? Parece que se ainda ia a rir! Ai se isto fosse um país de jeito!
- Chulos! - gritou um senhor de idade, para susto de todos os presentes que o julgavam a dormir profundamente encostado a um canto.
- E o combustível?
- Disse-me um primo meu, que é advogado, que eles aprovam a favor deles decretos-lei durante o Verão, que é quando o pessoal anda mais distraído.
- E depois vão gerir grandes empresas!
- Ladrões! - Insistiu o idoso com a voz a sumir-lhe.
- Não é de admirar que a economia ande toda de pantanas - disse um senhor que estava constantemente a contar as suas peripécias de emigrante - Vejam lá, que quando vivi em Frankfurt, costumava frequentar uma chocolataria ali nas traseiras do Banco Central Europeu. Um dia meti conversa com uma das empregadas que me disse que o cocktail com mais saída era o “chocolate body painting”! Aquilo basicamente consiste nisto: as secretárias besuntam-se de chocolate com um pincel e os altos executivos, os mesmos que decidem sobre o nosso dinheiro, lambem! Com a cabeça mergulhada nos atributos das secretárias, como podem eles tomar decisões acertadas sobre a nossa economia?
- Esse deve ser um emprego bestial! - disse de passagem um bancário entre dentes.
- Não há direito! - disse o senhor antes de voltar a fechar os olhos.
Texto: Pedro Miguel
Som: Beijo Negro
Vídeo: a9))))
Etiquetas: é sexta-feira foge comigo
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
14ª ACASO - Festival de Teatro

O Nariz - Teatro de Grupo apresenta:
XIV ACASO - Festival de Teatro Leiria, Batalha, Marinha Grande , Pedrógão Grande
(24 Out. a 30 Nov.)
OUTUBRO
Sáb. - 24 - Orfeão Velho de Leiria - 18h
Lançamento de "Dias de Saturno", Paulo Moreiras
Paulo Moreiras nasceu em 1969 em Lourenço Marques, Moçambique. Veio para Portugal em 1974. Viveu em Finzes (Cinfães), Laranjeiro (Almada) e vive actualmente em Meirinhas (Pombal).
Após algumas experiências com fanzines começou a publicar poesia em edições artesanais. Apaixonou-se pela literatura picaresca e publicou o seu primeiro romance A Demanda de D. Fuas Bragatela (2002), seguindo-se um livro de poesia Do Obscuro Ofício (2004) e o Elogio da Ginja (2006). Entre outras coisas escreveu também o BI da Cereja e da Ginja (2007), o BI do Palito (2007) e o BI do Tremoço (2008).
Sáb. - 24 - Orfeão Velho de Leiria - 22h
"Monólogos da Snaita" - O Nariz - M16
Encenação: Pedro Oliveira
Interpretação: Ana Moderno, Andreia Estrada, Liliana Silva, Maria Jeromito, Sandrine Cordeiro, Sónia Ramalho, Susana Santos
Sete mulheres falam de si e das suas experiências. Em formato de café-teatro
Quarta - 28 - Auditório Municipal da Batalha - 21h30
"O 1º Milagre do Menino Jesus" - Filipe Crawford Produções - M12
Autor:Dario Fo
Encenação e Interpretação:Filipe Crawford
Na primeira parte, com " O Papa ", Dario Fo traça um retrato bem humorado dos dois últimos Papas anteriores a João Paulo II, sendo que um é apresentado como um Papa trágico, Paulo VI e o outro, João Paulo I, um Papa bem humorado.
Nesta adaptação os Papas funcionam como um Ex-Libris teatral, sendo representados por duas máscaras, uma Trágica e outra Cómica.
A segunda história, é a versão Apócrifa do nascimento e da infância do menino Jesus, acompanhando a fuga da Sagrada Família para o Egipto e o 1º Milagre de um menino Jesus que aqui representa o estrangeiro, o imigrante rejeitado pelos outros meninos, que se revolta contra a opressão exercida pelo filho do Senhor da Cidade.
Quinta - 29 - Orfeão Velho de Leiria - 18h
Exposição de Cerâmica Contemporânea - Cerâmicas Várias
Ana Lousada e Carlos Neto
De um "pedaço de terra" o que procuramos é transformar através das nossas mãos.
A descoberta da argila como meio criativo tornou-se tanto num estilo de vida como numa forma de viver.
Encontramos a simplicidade das formas, quer na paisagem, evocando elementos orgânicos, quer na representação do quotidiano.
Desde a criação do projecto Estúdio Cerâmico Carlos Neto e Ana Lousada, desenvolvem um trabalho conjunto, e após uma forte influência da cerâmica mais funcional (olaria), surgiu um conceito de trabalho escultórico com intenção artística, em que as formas, as texturas, os vidrados, e técnicas de cozedura, resumem o nosso trabalho
Sexta-feira, Outubro 16, 2009
o acordar
o acordar from Peter Schmeichael on Vimeo.
Por vezes ele sentia-se especial e desconfiava que ainda se lembrava do tempo em que lhe mudavam as fraldas. Mas isso era uma longínqua reminiscência, algures numa redoma de vidro dentro da cabeça, a fazer lembrar aquelas vozes confusas dos dj’s nos clubes de strip, encostadas ao microfone para parecer sexy. De qualquer maneira, só podia significar uma de duas coisas: ou tinha uma memória prodigiosa, ou se tinha borrado até muito tarde.
À hora de café que vem a seguir ao almoço durante o fim - de - semana (ligeiramente mais tarde do que nos dias úteis), estava ele numa praça onde um poeta espreita a uma esquina, o sol de Inverno brilhava com aquela tonalidade que, consoante o estado de espírito podia ser bucólica ou doentia, quando subitamente ficou estático, pregado ao chão.
Olhou em redor e caiu em si como quem acorda de um longo transe. Pensou que simplesmente não era suposto estar vivo, e tão distraído que era, só naquele momento é que percebeu que o pesadelo acabara. Todos aqueles episódios de insónia, raiva - de acordar pela manhã e por momentos ter a esperança que milagrosamente já não existia aquela sensação de dependência dos comprimidos, como se tivesse homenzinhos a desbastar o seu peito por dentro com uma lixa - tudo isso já podia ser confortavelmente encaixotado no passado.
No fundo, era como uma viagem de comboio em que se vai sentado à frente de um estranho e se sente aquele desconforto que pode ser insuportável quando, por mera infelicidade, o nosso joelho roça no dele. Acaba por não ser nada, mas trememos por dentro como se de um ataque epiléptico se tratasse.
Por instantes ainda pensou que aquilo podia ser um delírio, uma outra dimensão, um sonho pensado impossível naquelas noites de agonia, mas não! Inacreditavelmente tinha - se tornado realidade! Também não foi ao ponto daqueles optimistas que pensam ter acabado de ter uma segunda oportunidade na vida. Não, porque o seu cepticismo não o deixava voar tão longe.
Foi mais uma sensação daquelas de quando se visita um sítio longínquo onde já se passou umas férias de Verão, mas no Inverno; uma nova adaptação ainda a medo e cheio de hesitações; um reaprender como quando se passa a cumprimentar a recente ex-namorada com dois beijos na cara.
texto e vídeo: Pedro Miguel
dançarinos: Dimitri Jourde e Line Tørmoen
locução: Rodrigo Bolzan, música: Martin Eikmeier
agradecimentos: João Pissarra @ Cia. do Latão (São Paulo, Brasil) e Ina Johannessen @ Cia. ZVC (Oslo, Noruega).
Etiquetas: é sexta-feira foge comigo
Quarta-feira, Outubro 14, 2009
FADE IN 2009 - Agent Ribbons (USA) + ZA! (SP)

Sábado 17 Outubro 23.30 horas
Beat Club - Leiria
AGENT RIBBONS
Natalie Gordon (voz e guitarra), Lauren Hess (bateria e percussão) e Naomi Cherie (violino e violoncelo) são as AGENT RIBBONS, trio de pop burlesco de Sacramento (California). A sua música, impregnada de alusões à Broadway, é pintada por borrões de punk vitoriano, cabaret blues, e rock despido, como se os White Stripes tivessem crescido num mundo de fantasia, repleto de saloons fumarentos e mal frequentados... O palco é o habitat natural das AGENT RIBBONS e não foi por acaso que, à custa das suas sempre tórridas prestações ao vivo, lhes choveram convites para tocar com nomes como Cake, Camera Obscura, Elf Power, Old Time Relijun, Scout Niblett, Detroit Cobras ou The Dodos. Assumindo influências de artistas como Peggy Lee, Mirah (que tocou no FADE IN 2004), Nancy Sinatra, The Breeders ou The Zombies, as AGENT RIBBONS prometem um concerto que não vai deixar absolutamente ninguém indiferente!!!
ZA!
Será possível existir o Merengue Hardcore? E o Afro-Trash? E o Math-Rock-Tribal? E o Tuva-Beat? E o Hipno-Jazz? E o Industrial-Tropical? Sim, sim e sim! Tudo isto faz parte do mundo sonoro dos ultra inventivos e ultra energéticos ZA! - um fervoroso trio que chega de Barcelona, com o álbum “Macumba O Muerte”. Mas é ao vivo que a banda ainda mais surpreende! Os ZA! são considerados, incontestavelmente, a banda mais irreverente e demolidora da actual cena catalã. O FADE IN 2009 tem pois o privilégio de se juntar à festa, numa celebração ritualista que todos porá a mexer e a saltar!!!
P.S.: Não nos responsabilizamos por eventuais danos irreversíveis...
€ 7,50 público em geral
€ 5,00 sócios fade in
reservas@fadeinfestival.com 96 231 25 47
www.myspace.com/fadeinfestival